A iniciativa, de autoria dos
deputados Mauro Benevides (PMDB-CE), Alessandro Molon (PT-RJ) e Andre Moura (PSC-SE),
contou com parecer favorável - pela admissibilidade - do deputado paraibano
Luiz Couto (PT), que foi o relator da matéria na CCJC.
Destacando o que os autores
da proposta citaram no texto, Luiz Couto explicou que os requisitos mensurados
na PEC 247 vão incorporar à constituição elementos estruturantes e conceituais
à definição do papel e missão da Defensoria Pública, como seu atrelamento ao estado
democrático de direito, sua vocação para a solução extrajudicial dos litígios,
para a defesa individual ou coletiva e para a promoção dos direitos humanos; trazer
para a constituição os princípios da Defensoria Pública, já positivados na Lei
Orgânica da Defensoria Pública (unidade, indivisibilidade e independência
funcional), bem como aplicar-lhe, na medida do possível, os avanços
introduzidos no Judiciário pela Emenda Constitucional n. 45 (art. 93); e fixar
um prazo de oito anos para que a União, os Estados e o Distrito Federal contem
com defensores públicos em todas as unidades jurisdicionais, em número
proporcional à efetiva demanda pelo serviço da defensoria e à respectiva
população, e com lotação prioritária nas regiões com maiores índices de
exclusão social e adensamento populacional.
Ao justificar o voto pela
admissibilidade, o parlamentar descreveu: "Já dissemos aqui, nesta
Comissão, por ocasião da apreciação da PEC nº 207/2012, sobre a Defensoria
Pública da União, que é esta instituição fundamental para a implementação e
prática da cidadania, possibilitando o acesso à justiça para parcela considerável
da população brasileira, sabidamente pobre; na oportunidade, lembramos que a
Organização dos Estados Americanos, por meio da Resolução AG/RES nº 2656,
reconhece o acesso à Justiça como um direito fundamental, recomendando a adoção
de medidas que garantam a independência e autonomia para as Defensorias
Públicas, o que põe o Estado brasileiro em dívida nessa temática".
Couto salientou que,
considerando a deficiência de defensores públicos que chega a 72% em todo o
país, não poderia deixar de dar parecer favorável à aprovação da propositura, "que
vai garantir direitos às pessoas que não dispõem de recursos para arcar com os processos
judiciais".
Ascom Dep. Luiz Couto, com
PT na Câmara
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