sábado, 1 de junho de 2013

FAÇA VALER OS DIREITOS DO CIDADÃO



Ao costurar estas linhas sinceras, em primeiro momento, procuro encontrar as respostas reclamadas pelos nossos irmãos piancoenses ou circunvizinhos, que há muito tempo vêm debulhando, insistentemente, rosários de angústias e promessas.

Falo, particularmente, da criação de um “Campus Universitário” – projeto adormecido em gavetas burocráticas -, a ser instalado na cidade Piancó, localizada no sertão da Paraíba há mais de 400 km da Capital, cuja representatividade política de outrora impressionava, contundentemente, os quatro cantos do nosso Estado. Naquela época, Piancó era a menina dos olhos de ouro.

Hoje, não há mais esse poder fascinante, efervescente, eloquente e inocente; os resultados eleitorais não correspondem aos números que levam a um gente revestido de poder, o qual se diz ser representante fiel dos seus eleitores.

Há um esquecimento exagerado pela memória do povo, porque tão bem costurado por pessoas e/ou autoridades influentes, detentoras de prestígio político e de habilidades manipuladoras, que oferecem minguados favores aos passíveis de resistências e de insistências quanto às cobranças dos seus direitos, deixando a dignidade e a honestidade serem afetadas em grandes proporções, sem imaginar os danos e as consequências advindas desse efeito devastador. Que horror!

Todo esse desrespeito ao cidadão não destaco apenas aos piancoenses, mas também aos demais cidadãos espalhados pelo Brasil, os quais têm o direito e a legitimidade de cobrar dos seus governantes a reversão dos seus impostos pagos em realizações de obras e serviços a serem implantados pelas políticas públicas e sociais.

Não se trata, aqui, de rogar privilégios ou mordomias para os municípios esquecidos, mas tão somente em fazer valer os seus direitos, valores e garantias constitucionais, amparados por uma distribuição de justiça digna e imparcial, sem usufruir de critérios eleitoreiros, prática esta arraigada e perdurada, até os dias atuais.

Ademais, é só deixar o povo livre no gozo dos seus direitos civis e políticos para que possa, enfim, sentir e desfrutar, com naturalidade, o desenvolvimento social e político em toda sua plenitude.

José Ventura Filho
jventurafilho@bol.com.br

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