Ao costurar estas linhas sinceras, em primeiro momento, procuro
encontrar as respostas reclamadas pelos nossos irmãos piancoenses ou
circunvizinhos, que há muito tempo vêm debulhando, insistentemente, rosários de
angústias e promessas.
Falo, particularmente, da criação de um “Campus Universitário”
– projeto adormecido em gavetas burocráticas -, a ser instalado na cidade
Piancó, localizada no sertão da Paraíba há mais de 400 km da Capital, cuja
representatividade política de outrora impressionava, contundentemente, os
quatro cantos do nosso Estado. Naquela época, Piancó era a menina dos olhos de
ouro.
Hoje, não há mais esse poder fascinante, efervescente,
eloquente e inocente; os resultados eleitorais não correspondem aos números que
levam a um gente revestido de poder, o qual se diz ser representante fiel dos
seus eleitores.
Há um esquecimento exagerado pela memória do povo, porque
tão bem costurado por pessoas e/ou autoridades influentes, detentoras de
prestígio político e de habilidades manipuladoras, que oferecem minguados
favores aos passíveis de resistências e de insistências quanto às cobranças dos
seus direitos, deixando a dignidade e a honestidade serem afetadas em grandes
proporções, sem imaginar os danos e as consequências advindas desse efeito
devastador. Que horror!
Todo esse desrespeito ao cidadão não destaco apenas aos
piancoenses, mas também aos demais cidadãos espalhados pelo Brasil, os quais têm
o direito e a legitimidade de cobrar dos seus governantes a reversão dos seus
impostos pagos em realizações de obras e serviços a serem implantados pelas políticas
públicas e sociais.
Não se trata, aqui, de rogar privilégios ou mordomias para os
municípios esquecidos, mas tão somente em fazer valer os seus direitos, valores
e garantias constitucionais, amparados por uma distribuição de justiça digna e
imparcial, sem usufruir de critérios eleitoreiros, prática esta arraigada e perdurada,
até os dias atuais.
Ademais, é só deixar o povo livre no gozo dos seus direitos
civis e políticos para que possa, enfim, sentir e desfrutar, com naturalidade, o
desenvolvimento social e político em toda sua plenitude.
José Ventura Filho
jventurafilho@bol.com.br
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