Ao
meu e a todos os pais
Canções aparentemente
silenciosas revoam insistentemente à minha mente nesse espaço de tempo, quando
tento alcançar a infinidade de um melhor entendimento acerca de como é ser pai,
um ser tão importante e especial em nosso núcleo familiar, onde diariamente
suas atitudes, chanceladas por um brilho especial de luz, são absorvidas
fervorosamente e seguidas fielmente pelos atos futuros dos seus acolhedores, seguidores
e merecedores de seus exemplos.
Trata-se o presente
texto de uma pretensão em conceder uma homenagem aos pais de todos os filhos
por aqui e por esse mundo afora.
Pai é o todo
verdadeiro no seu grau mais nobre, expressado pelos filhos tidos ou escolhidos...
Não importa procurar ou encontrar seus erros ou suas falhas porque, acima de
tudo, qualquer manifestação de sua vontadese reveste de melhores sentimentos fundamentados
pelos ensinamentos do nosso PAI maior.
Pai não cobra
qualquer retribuição ou volta do que por ele é ofertado ou ensinado, porque
seus gestos, momentâneos ou até mesmo impulsivos, são espontâneos e escassos de
qualquer poeira de maldade... São verdadeiras dádivas que não cabem qualquer
mensuração.
Essas ações singelas
não necessitam de qualquer comprovação, força, obrigação, contraprestação ou
favor para tal desprendimento. Há
simplesmente o encanto do amor tão bem guardado no coração a ser doado aos seus
filhos.
Não sei se nessa
hora estou falando como filho ou como pai. É uma sensação estranha que ora me
acompanha... Sei que é um novelo de dúvidas me amarrando, mas que tento
sublimá-lo, derramando paulatinamente toda minha emoção e o meu reconhecimento,
tentando me convencer que necessito escrever algo maravilhoso para esse homem
de puro coração que na maioria das vezes armazena sem dividir ou divulgar suas
preocupações diversas, seus desejos, seus projetos e planos em prol da
tranqüilidade dos filhos e da sua família.
Tem-se como um
espelho cristalino que reflete uma candura sem fim, uma fonte inesgotável de
sabedoria, de coragem ede lealdade; uma fortaleza revestida de todos os
predicativos que somente o elevam à gradação mais alta e o respeito genuíno como
um ser humano que só proporciona orgulho aos seus familiares.
Não importa as
diferentes datas comerciais estabelecidas ou programadas por diversos países
acerca da comemoração do dia dos pais. O que vale é o que se vive
harmoniosamente a cada dia entre ele e a sua prole, trilhando com honradez e
emoção para alcançar o caminho da verdadeira paz.
Quando a sua presença
física, por um infortúnio ou por um descuido, desaparece do nosso convívio,
essa nunca será apagada da mira das nossas lembranças, porque o seu olhar, seu
sorriso, seus cuidados e seus preceitos naturais serão pontos expressivos e
sustentáculos do nossocomportamento como ente social e da nossa saudadecomovente
de um amor sem final.
Hoje, como sendo pai
ou como filho e experimentando as duas faces da moeda do trilho da vida, sinto
a falta dele todos os dias, pelo que me deixou de legado: a herança sentimental
e educacional, formadora do meu caráter e, ainda, pelo que
me fez tirar o medo das adversidades advindas das injustiças sociais,
assoladoras demais.
Penso que ser umpai
não é preencher apenas o seu ego ou suprir materialmente seus filhos. É, acima
de tudo, saber correr e participar de todos os momentos da vida deles, sem
qualquer reação sufocante ou artificial. É deixar o amor perpassar todos os
campos da serenidade, da simplicidade, da cumplicidade, do diálogo, da
compreensão e da honestidade.
Assim, ser pai é
primeiramente ser um bom filho... Ser um verdadeiro amigo... Ser um pássaro
voador à procura de um ninho acolhedor para seus filhos...
João Pessoa, 22 de
julho de 2010
José Ventura Filho

Nenhum comentário:
Postar um comentário