segunda-feira, 6 de maio de 2013

À Minha Mãe (A todas as mães)




No sol das minhas palavras nasce o sentimento mais puro, mais forte, mais espontâneo, mais corajoso, mais sensível e mais do que mais tenho para dizer... É estranho... É medonho...
É como a importância de toda água completando o percurso de um rio; a sombra permanente que acompanha os passos dos filhos; os sonhos sendo preservados da crua realidade; o porto seguro segurado pela proteção e emoções, por completas, canalizadas no seu curso normal. 

Com a sua lembrança, sinto tudo isso, totalmente protegido, como aquele menino que em seus braços era acalentado pela oferta da sua ternura e do seu amor, sentindo-me poupado desse “mundo cão”, através das suas intenções, que atualmente são repartidas com os meus filhos.

É minha mãe!... Hoje e sempre tento me esconder em mim mesmo para me proteger de algo que possa me ferir ou me fazer infeliz... Seus ensinamentos são eternos, assim como a sua presença, que alcança infinitamente todos os meus dias e me lança para o meu mundo e o meu jeito de ser... Acho que sou feliz... Você me ensinou como ser esse ser. E ainda me ensina...

Mas, antes mesmo da sua partida, mostrou-me a importância de como crescer, viver e reconhecer o segredo da felicidade para comigo e com os irmãos; mas, também, com a sua ida, que me trouxe a grande dor, mostrou-me que esse acontecimento é um segmento natural da vida... É a transmudação da qual ainda não estamos preparados... 

Hoje choro sua falta com os olhos cheios de brilhos de saudade e de felicidade por ser seu filho.

José Ventura Filho 
Poeta e cronista 
 jventurafilho@bol.com.b

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