É
como a importância de toda água completando o percurso de um rio; a sombra
permanente que acompanha os passos dos filhos; os sonhos sendo preservados da
crua realidade; o porto seguro segurado pela proteção e emoções, por completas,
canalizadas no seu curso normal.
Com
a sua lembrança, sinto tudo isso, totalmente protegido, como aquele menino que
em seus braços era acalentado pela oferta da sua ternura e do seu amor,
sentindo-me poupado desse “mundo cão”, através das suas intenções, que
atualmente são repartidas com os meus filhos.
É
minha mãe!... Hoje e sempre tento me esconder em mim mesmo para me proteger de
algo que possa me ferir ou me fazer infeliz... Seus ensinamentos são eternos,
assim como a sua presença, que alcança infinitamente todos os meus dias e me
lança para o meu mundo e o meu jeito de ser... Acho que sou feliz... Você me
ensinou como ser esse ser. E ainda me ensina...
Mas,
antes mesmo da sua partida, mostrou-me a importância de como crescer, viver e
reconhecer o segredo da felicidade para comigo e com os irmãos; mas, também,
com a sua ida, que me trouxe a grande dor, mostrou-me que esse acontecimento é
um segmento natural da vida... É a transmudação da qual ainda não estamos
preparados...
Hoje
choro sua falta com os olhos cheios de brilhos de saudade e de felicidade por
ser seu filho.
Poeta e cronista
jventurafilho@bol.com.b

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