quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

LÁ EM PIANCÓ



Lá em Piancó, chamaram a Justiça
Para decidir sobre uma pendenga
Quem assume a Câmara Municipal
Neste  2015, para acabar tal arenga.

Mais a coisa não é tão fácil assim:
Uns querem que logo chegue ao fim;
Outros tão somente verem o moído
E então fica a briga do não com o sim.

Ah se fosse nos tempos de outrora
Chamavam o Delegado “Macarrão”
Que resolvia logo isso sem demora
A fim de proteger toda população.

Mandava encher até a sua beirada
Um tanque com água acima do meio
Pois  lá nadava um peixe, o  “cascudo”,
Bem robusto, deslizante e muito feio.

Esse era um dos métodos que ele usava
Para quem fosse contra os ditames da lei
Jogava o “cabra” dentro daquele tanque 
Para ele então deixar de querer ser o  rei.

Mas hoje tudo é diferente e conveniente
Não se sabe mais o que é certo ou errado
De manhã a lei é uma e a noite já é outra
É só evocar que o direito foi prejudicado.

Só vai depender de um advogado estudioso
Que saiba usar bem todo o seu argumento;
De uma causa boa e um juiz, tão cauteloso,
Que use o bom senso em seu julgamento.

Caso não aconteça o deslinde dessa questão
Só resta então apelar para o poeta Zé Limeira,
Ou rogar ao nosso Santo Querido Frei Damião
Que em Piancó conheceu as querelas e a feira.

Comia cebola crua e andava voando nas ruas
Quando em suas procissões ou suas romarias
Reclamando do adultério e da falta de pudor
De qualquer pessoa: Pedros, Josés ou Marias.

Assim tudo era resolvido e tão logo esquecido.
Espero que hoje nesses tempos da globalização
A discórdia e o rancor sejam logo desaparecidos
 Para trazer à história de Piancó a sua evolução.

E não cenário de chacota ou de qualquer ironia
Por parte da mídia ou de alguns interessados.
Fazei-me Senhor que os vereadores de Piancó
Honre o povo, as cores  e também o passado!   


João Pessoa, 07 de janeiro de 2015 – 11h.34min.

José Ventura Filho

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