Lá em
Piancó, chamaram a Justiça
Para
decidir sobre uma pendenga
Quem assume
a Câmara Municipal
Neste 2015, para acabar tal arenga.
Mais a
coisa não é tão fácil assim:
Uns querem
que logo chegue ao fim;
Outros tão
somente verem o moído
E então
fica a briga do não com o sim.
Ah se fosse
nos tempos de outrora
Chamavam o
Delegado “Macarrão”
Que
resolvia logo isso sem demora
A fim de
proteger toda população.
Mandava
encher até a sua beirada
Um tanque
com água acima do meio
Pois lá nadava um peixe, o “cascudo”,
Bem
robusto, deslizante e muito feio.
Esse era um
dos métodos que ele usava
Para quem
fosse contra os ditames da lei
Jogava o
“cabra” dentro daquele tanque
Para ele
então deixar de querer ser o rei.
Mas hoje
tudo é diferente e conveniente
Não se sabe
mais o que é certo ou errado
De manhã a
lei é uma e a noite já é outra
É só evocar
que o direito foi prejudicado.
Só vai
depender de um advogado estudioso
Que saiba
usar bem todo o seu argumento;
De uma
causa boa e um juiz, tão cauteloso,
Que use o
bom senso em seu julgamento.
Caso não
aconteça o deslinde dessa questão
Só resta
então apelar para o poeta Zé Limeira,
Ou rogar ao
nosso Santo Querido Frei Damião
Que em
Piancó conheceu as querelas e a feira.
Comia
cebola crua e andava voando nas ruas
Quando em
suas procissões ou suas romarias
Reclamando
do adultério e da falta de pudor
De qualquer
pessoa: Pedros, Josés ou Marias.
Assim tudo
era resolvido e tão logo esquecido.
Espero que
hoje nesses tempos da globalização
A discórdia
e o rancor sejam logo desaparecidos
Para trazer à história de Piancó a sua
evolução.
E não
cenário de chacota ou de qualquer ironia
Por parte
da mídia ou de alguns interessados.
Fazei-me
Senhor que os vereadores de Piancó
Honre o
povo, as cores e também o passado!
João
Pessoa, 07 de janeiro de 2015 – 11h.34min.
José
Ventura Filho
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