sábado, 25 de março de 2017

Inscrições para I Encontro de Sanfoneiros da PB estão abertas em Guarabira; confira

Estão abertas desde a última sexta-feira (10/03), em Guarabira, as inscrições para a participação do I Encontro de Sanfoneiros e Tocadores de Oito Baixos da Paraíba. A iniciativa é da Pró-Reitoria de Cultura (Procult) da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), que envolverá todos os Campi, sendo em 10 etapas. Na Rainha do Brejo paraibano, o certame conta com o importante apoio da Prefeitura através da Secretaria de Cultura e Turismo.

As inscrições em Guarabira podem ser efetuadas até o próximo dia 21, na sede da Secretaria de Cultura e Turismo, anexo ao Centro de Documentação; localizado na Praça da Matriz, nº 10 (centro) – nos turnos manhã e tarde. Ou na UEPB Campus III, nos turnos manhã, tarde e noite.

A primeira etapa foi realizada, ontem (9) no Campus VIII, em Araruna. As próximas etapas estão marcadas para acontecer em João Pessoa (15/03), Lagoa Seca (17/03), Patos (05/04), Monteiro (07/04), Catolé do Rocha (19/04), Guarabira (25/04), Itabaiana (28/04), São Vicente do Seridó (05/05) e Campina Grande (12/05), onde ocorre a finalíssima.

As referidas informações foram nos repassada pelo secretário de Cultura e Turismo de Guarabira, o professor Percinaldo Toscano. “Motivar a retomada e a valorização da música regional nordestina, em especial o forró pé de serra, é esse o objetivo”, destacou.

Maiores informações através do fone (83) 98704-8068

Codecom-Gba

terça-feira, 14 de março de 2017

14 de março - Dia Nacional da Poesia



A estátua do poeta Carlos Drummond de Andrade, na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro
A estátua do poeta Carlos Drummond de Andrade, na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro
O 14 de março foi declarado Dia Nacional da Poesia em homenagem a Castro Alves, um dos maiores poetas românticos brasileiros.
Ele é autor de O Navio Negreiro e de muitos outros poemas célebres, muitos dos quais têm como tema a escravidão negra. Castro Alves foi um fervoroso defensor do abolicionismo.
Poesia é uma palavra que vem do grego e significa criação, fabricação. Há muito tempo, porém, essa palavra denomina a arte de escrever em versos. A definição de verso não é tão simples assim.
Por isso, quem quiser compreender melhor o que é poesia ou arte poética deve recorrer a outros artigos explicativos sobre o tema, que estão disponíveis no UOL Educação, particularmente:
O tópico que termina esta enumeração - a rima - é um dos elementos mais conhecidos da poesia. Rima é a repetição de sons iguais ou similares ao final dos versos que compõem um poema. Veja, por exemplo, esse trecho da famosa Canção do Exílio, de Gonçalves Dias, em que destacamos as rimas:

Minha terra tem palmeiras
Onde canta o sabiá,
As aves que aqui gorgeiam
Não gorgeiam como .

Muita gente pensa que poesia é igual a rima, mas isso não é verdade: existem versos que não rimam e são chamados de versos brancos, muito usados particularmente na poesia modernista. É o que se vê no poema O impossível carinho, de Manuel Bandeira:

Escuta, eu não quero contar-te o meu desejo
Quero apenas contar-te a minha ternura
Ah se em troca de tanta felicidade que me dás
Eu te pudesse repor
- Eu soubesse repor -
No coração despedaçado
As mais puras alegrias de tua infância!

A rima, entretanto, foi sempre muito usada e ela está ligada às origens da poesia, em tempos muito antigos, anteriores à existência da escrita. Naquela época, a rima tinha uma função muito específica, a de facilitar a memorização dos versos. Você já reparou como é mais fácil memorizar a letra de uma música, que em geral é rimada, do que memorizar um único parágrafo de uma notícia de jornal?

Criadores de poesia

Falar de poesia, porém, significa falar de poetas, os criadores de poesia. Além de Castro Alves e Gonçalves Dias, existem vários outros poetas da literatura brasileira que você precisa conhecer. Entre outros, podem ser citados: Gregório de Matos, Tomás Antônio Gonzaga, Olavo Bilac, Cruz e Sousa, Oswald de Andrade, Carlos Drummond de Andrade, Cecília Meireles e Vinícius de Moraes.

Mas é bom lembrar que a nossa poesia tem como matéria prima a língua portuguesa e, nesse sentido, há dois autores portugueses que também precisam ser mencionados, pois tiveram influência tanto na poesia de sua pátria quanto na brasileira. Trata-se de Luís de Camões e Fernando Pessoa, dois poetas de primeira grandeza, talvez a expressão mais alta da poesia em Portugal.

E já que saímos do Brasil é bom lembrar que também existe um Dia Internacional da Poesia, o 21 de março. A data foi instituída pela Unesco - Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura, com o intuito de difundir e valorizar a poesia, uma arte que já ocupo um papel de mais prestígio na sociedade em tempos passados.

No entanto, isso é muito relativo. Poesia não é somente aquela que se encontra nos livros. Convém lembrar que as letras musicais são poesia para ser cantada e, nesse sentido, a poesia se faz presente na vida de quase todas as pessoas.

Aliás, em música, é comum se falar em um gênero clássico ou erudito e num gênero popular. O mesmo acontece em poesia. No Brasil existe um gênero popular de poesia que foi muito difundido, especialmente no sertão do nordeste: a poesia de cordel. Vale a pena conhecê-lo.

Veja também
Da Página 3 Pedagogia & Comunicação
 Foto: Daniel Marenco/Folhapress

sábado, 28 de janeiro de 2017

O PADRE ARISTIDES E A COLUNA PRESTES

Este é mais um daqueles textos que parecem agradar aos leitores e que começam assim: "Poucos sabem, mas a verdade é que...".

Pois bem, pouca gente sabe disto, aqui, na Paraíba, terra onde os fatos se deram — mas a verdade verdadeira é que o padre Aristides Ferreira da Cruz (1872-1926), um dos "mártires de Piancó", não é citado apenas por livros de História, na Imprensa e em folhetos de cordel da Paraíba em particular e do Nordeste em geral.

Ele, o padre Aristides, figura histórica mui conhecida dos sertanejos, de há muito também se tornou personagem (meio de ficção, meio de realidade) de pelo menos um par de romances de dois importantes escritores nacionais: o romancista gaúcho Érico Veríssimo e o escritor e contista paranaense Domingos Pellegrini.

Sobre Érico Veríssimo, não carece dizer nada, tão conhecido é dos leitores, mesmo os de hoje. Além do mais, veio a ser pai do escritor e cronista Luís Veríssimo, outro imenso artista de nossas Letras. Mas é talvez necessário aduzir algo sobre o paranaense Domingos Pellegrini, não tão citado em nossas plagas, apesar de já haver lançado uma penca de livros relevantes — e de já ter recebido dois Prêmios Jabuti de Literatura, em 1977 e 2001.

Pellegrini, nascido em Londrina (PR), no ano de 1949, já lançou uma pá de livros, destacando-se especialmente no conto, no romance, na poesia, no livro juvenil. Entre suas obras, a ênfase vai para Terra vermelha (a história da colonização do Paraná); O caso da Chácara Chão; e O homem vermelho (contos), os dois últimos premiados. O multifário Pellegrini — escritor, poeta, jornalista, publicitário, articulista, cronista e figura bem conhecida e amada em Londrina — reside na tal Chácara Chão do título de um de seus livros. E escreve principalmente para o Jornal de Londrina e para a revista Globo Rural, entre outras publicações.

Érico Veríssimo cita o padre Aristides no romance tripartite O arquipélago [Editora Globo, Porto Alegre, 1961-1962]. Quem leu essa trilogia ainda na década de 1960, pôde intuir: para colocar o sacerdote piancoense como personagem de sua obra romanesca, Veríssimo sem dúvida inspirara-se no imperdível livro Coluna Prestes: Marchas e combates.

Vem a ser o fiel relato feito pelo "secretário" da mais longa marcha revolucionária já vista pela Humanidade, o Dr. Lourenço Moreira Lima. Era ele o "bacharel feroz", de família paraibana, filho do segundo presidente do Tribunal de Justiça do Estado, o desembargador Joaquim Moreira Lima e neto do comendador de igual nome.

Veríssimo deve ter lido a segunda edição da obra de Moreira Lima, saída pela Editora Brasiliense, em 1945, com 631 páginas (a primeira edição, em dois volumes, aparecera em 1931). De todo modo, o Padre Aristides surge, aí, como personagem por assim dizer eventual ou en passant. O mesmo ocorre com o uso que dele faz Domingos Pellegrini em sua bela história No coração das perobas [Record, Rio de Janeiro, 2002] — embora sua presença tenha real importância para a trama dos dois romances.

"PIANCÓ", POR SI SÓ, JÁ SIGNIFICARIA "PAVOR"

CHICO JÓ - O CAVALHEIRO DA ESPERANÇA

A cultura brasileira tem uma característica básica. Concentra investimentos e olhares nos grandes centros urbanos. Nos grandes e milionários eventos. Alguns interessantes, mas a maioria cheia de altos e baixos. O benefício existe. A concentração do lucro, também. Mas, o prejuízo é enorme. Estamos no tempo das mobilizações de massa. Dos ídolos forjados pela mídia. A quantidade vai se sobrepondo a qualidade. Há um eminente desvio no olhar. 

As pedras preciosas estão longe da visibilidade coletiva. A grande mídia, no geral, optou pelo fácil. Pelo lucrativo. Pelo rebolado performático. Pela ostentação. O grotesco ganhou luzes e se impõe em produções milionárias. A massificação acabou criando um desastre social, ético, estético…  Todavia, não nos enganemos. Nem tudo é lucro. Essa realidade tem um perfil eminentemente ideológico. A coerção da opinião pública e do gosto popular é símbolo de lucratividade e poder.

Enquanto isso a memória brasileira padece. Por exemplo, quem lembra das reivindicações da Coluna Prestes? Aliás, quem lembra que houve no Brasil uma cavalgada de jovens militares que percorreu 27 mil quilômetros? Uma das maiores marchas militares da história do mundo. A Coluna Prestes lutava contra o chamado “voto de cabresto”, pois o voto era dado na presença dos coronéis. Lutou pela obrigatoriedade do ensino primário para todos os brasileiros. Os “revoltosos”, como eram chamados, lutavam contra as estruturas oligárquicas da República Velha e eram tachados de “bandidos” pela mídia conservadora que, aliás, ainda apronta das suas. A mídia brasileira modernizou sua indústria, mas conservou seus métodos.

Pois bem: quando olhamos apenas para o que a mídia nos oferece; quando acreditamos apenas no que as “autoridades formais” dizem; quando acreditamos que existe um figurino para a inteligência, para a sensibilidade e até para a genialidade, em alguns casos; quando deixamos de perceber a grandiosidade das pessoas que nos cercam, perdemos a oportunidade de aprender com o que a vida nos presenteia. Talvez por isso a escritora americana Susan Sontag tenha dito com tanta propriedade: “precisamos ouvir mais, ver mais, sentir mais”. São os aprendizados do cotidiano que consolidam nossa personalidade e, não tenho dúvidas, a configuração da identidade cultural e do pertencimento. O reconhecimento das nossas raízes é que nos permite voar.

Há uns três anos conheci um cidadão chamado Chico Jó. Um ser pensante. Um historiador e agitador cultural do Vale do Piancó. Um homem essencialmente poético. Cheio de aridez sertaneja, mas também cheio de sensibilidade, solidariedade e humanidade. Coração imenso transbordando no solo seco. Foi dele a ideia de conceber um projeto de turismo cultural no traçado histórico da Coluna Prestes. Algo que há dez anos permaneceu apenas como uma ideia e que agora começa a tomar corpo como roteiro cultural, tendo a produção local como estratégia de desenvolvimento do turismo e da economia criativa no Sertão paraibano. 

Um projeto que se configura no estudo e no debate sobre a história e suas imersões futuras. Algo pensado para servir como instrumento de formação ética e intelectual das novas gerações.

Pois bem: Chico Jó é uma ave rara. Infelizmente pouco reconhecido na sua terra natal. Mas, isso nunca foi problema. É um exemplo de perseverança e doação às novas gerações. Um homem preocupado com o seu tempo. Uma alma inquieta que nem sempre traduz com palavras a imensidão de toda a sua história.  Poucos se aperceberam disso. Sua carga de conhecimentos é tão imensa e o silêncio devastador instalado na hipocrisia das ruas é tão maior, que muitas vezes, talvez, ele próprio se confunda. Com mais de setenta anos, certamente Chico Jó não é um menino. No entanto, tem a alma leve, como a alma de uma criança. 

Uma alma fortalecida pela inesgotável esperança de ver “Piancó tremer”, como ele mesmo diz. Ou seja: ele tem consciência que durante décadas, dia após dia, minuto após minuto, fez o contraponto à mediocridade voluptuosa e generalizante do poder político. Mesmo tantas vezes aderindo estrategicamente.
Chico deveria ser mais ouvido. Deveria ser um consultor de princípios diante da canalhice disfarçada de elegância que não o reconhece. Aliás, a elite burra deste país não reconhece e nunca reconheceu seus grandes homens. Talvez depois da sua morte algum oportunista queira colocar seu nome em alguma rua. 

Nem precisa. Seu nome está escrito em cada esquina. Nas esculturas que concebeu para a Igreja. Nas laudas e laudas que taquigrafou gratuitamente para a Câmara de Vereadores. Nos projetos que, sem apoio algum, desenvolveu e desenvolve. Para concluir vou lembrar uma pequena história. Em Portugal, quando um certo poeta passava pelas ruas, sua tia dizia: “lá vai Fernando, o inútil”. Não sei o nome da tia, mas o poeta era ninguém menos que Fernando Pessoa. Não há indício de comparação nesta observação. Mas certamente expresso aqui a minha convicção que o prejuízo é grande quando a miopia domina e não nos permite ver a realidade. Por isso entendo que o olhar atento sobre o mundo é sempre uma atitude libertadora.

Lau Siqueira, em 07/07/2017 para o ParaíbaJá.

LEMBRANÇAS DE PIANCÓ

Lanço-me um desafio: escrever sobre minhas lembranças de Piancó! 

Lembranças de Piancó? Quem sabe, não as tenho!... Saí tão cedo da cidade, que as lembranças, embora muitas, são em pouca quantidade. Mas há, sim, lembranças, que destilarei e, sempre que puder, nesta página de saudade (aí, o clichê passou dos limites!).

O que lembro de Piancó?

A morte do meu pai (ver foto). O caminho tortuoso, pelo Zoiti (sempre grafarei Zoiti assim; inventei esse substantivo próprio). A figura de Sapecado gritando:
-Morreu!
- Quem morreu meu filho? (Era a voz da minha mãe, aflita).
Nada, nada não; um galo que mataram. Não era um galo. Meu pai estava morto, na roça. A cruz ainda marca o local.

Sou um sujeito triste, porque as lembranças da infância são quase todas tristes. Lembro de Izídio (ou Izídero), para quem eu cantava quando tinha quatro anos. Ele, doente, em cima de uma cama, nu, da cintura para cima, esperando a morte, por causa de uma bala que os médicos não conseguiram extrair. A mais bonita história de amor que já ouvi; já contei, um dia, aqui. 

Lembranças de Piancó... O cheiro do picolé de “morango”, da sorveteria de Dino (ainda existe?). O de “morango” está entre aspas, porque havia só uma tintura; nas primeiras lambidas, o “morango” desaparecia; ficava só o gelo. De vez em quando, aqui em João pessoa, sinto o cheiro da sorveteria de Dino; o cheiro da minha infância.

E o “papa-figo”? Mais ou menos por ali onde hoje é o prédio da Câmara Municipal, havia um terreno baldio. Diziam que havia “papa-figo”. O medo de passar lá era enorme. A carreira era grande.
Ah, Piancó de muitas histórias que ficaram na minha cabeça. Os comícios de Pedro Gondim; a caneta que arranquei do bolso dele, quando eu tinha apenas 4 anos; os sonhos de menino que ficaram para sempre fincados em meu coração.

(“Quero pinga com limão, com limão, com limão...
Pra fazer uma feijoada, com feijão, com feijão...
Ô, ô,ô, ô,: Quero pinga com limão.”).
****
(“Você vai ver, você precisa ver em Piancó/ o nosso modo de viver...”.).

Eu não era nem menino.
Com apenas cinco anos de idade, parti.
“Piancó pra mim é uma cruz
Com meu pai estendido ao meio” (está num dos poemas meus).

Até a próxima. Se vocês ainda suportarem, caros leitores!

Por Prof. João Trindade

NA RUA VELHA

Este quadro, para os que não o reconhecem e o que retrata, mostra a famosa Rua Velha, a rua onde nasci. 

É uma obra saída do pincel de uma das mais singelas pessoa que conheço, além de ter uma inteligência rara e um amor incomensurável por nossa terra: minha prima-amiga, querida, Socorro Montenegro. Foi um dos maiores presentes que já ganhei na vida. Hoje, esse quadro ornamenta a casa do meu céu aqui na terra: meu sítio - meu mato, como gosto de chamar. Nele vemos a casa da minha vó, D. Chiquinha Leite; o portão de ferro que dava entrada para a casa dos meus país, lugar onde nasci; o famoso sobrado onde funcionou o Hotel Pernambucano, de Seu Idio; e o prédio onde funcionou a farmácia do povo, que foi de seu Virgílio e depois do saudoso piancoense Seu Joaozinho Cavalcante. Sobre esse quadro e essa rua eu fiz um pequeno poema épico , que também se chama: Rua Velha.

A bem da verdade, não sei se o nome do dono do hotel da Rua Velha era: Hildo, Idio, ou Ildo. Lembro muito dele e de sua elegante fisionomia. De sua voz rouca. Do trago do seu cigarro. Eu também lembro de sua filha, uma bela moça, chamada Carminha. Muito amiga de minha tia Liínha e da nossa amiga, Salete Diniz, que deve lembrar de tudo. Eu o chamava: vovô, agrado de criança, pelo qual me retribuía com bombons ou moedas, para eu comprar na mercearia de Seu Severino Zacarias, ou as chupetas de açúcar lá em D. Ivaní de Seu Valdemar Costa. Comprava também os picolés de manga de Lia de D Erundina, ou cocada ou tapioca de cocô a Anchieta de Miúda. Tinha também a opção da tapioca de cocô de D Natália mãe de Luizinho.                        

Esse sobrado foi construído pela família Parente, que nele morou por muitos anos. Depois passaram a alugá-lo, como foi o caso do hotel. Anos se passaram e ele foi abandonado. Meu velho pai pelejou para o município comprá-lo e fazer lá um museu-escola. Nenhum prefeito aceitou a idéia. Aí o prédio começou a cair. Como nossa casa era vizinha e nem os herdeiros nem o poder público tomava providência, o jeito foi ele vender uma camioneta e várias cabeças de gado para comprar o sobrado, prestes a cair por cima de nossa casa. Como não havia recuperação da estrutura, teve que arcar ainda com a demolição. Hoje, se tivesse sido tombado e adquirido pelo poder público, era um cartão postal de nossa história. Conheço muitos parecidos com ele: em Areia, Taperoá, Pombal, e tantos mais. Mas, infelizmente, isso é uma verdade: Piancó tem escrevido sua história por linhas tortas. Triste verdade. Aqui não quero procurar culpados.
 

Postado por Dr. Paulo Montenegro em 2014.



domingo, 18 de dezembro de 2016

Inscrições para o 6º concurso literário de Itaporanga em homenagem ao Dia do Poeta termina neste dia 31 de dezembro de 2016

Por Redação da Folha – A fundação José Francisco de Sousa, com sede em Itaporanga, lançou nessa quinta-feira, 20 de outubro, Dia do Poeta, o edital para o seu 6º concurso literário, um evento anual e que objetiva estimular a prática da arte literária e oportunizar espaço para poetas e poetisas mostrarem seus trabalhos e tê-los avaliados, além de revelar novos valores para a literatura.
            O certame vai premiar do primeiro ao 10º colocado nas categorias Cordel e Erudito. As inscrições são gratuitas e vão até o final de dezembro. Qualquer pessoa com qualquer texto poético pode participar.

Vejam o regulamento integral do concurso:
6º Concurso de Poesias da Fundação José Francisco de Sousa
Constituição e Regulamento
 
Cumprindo o que determina seus objetivos estatuários, especialmente o Artigo 2º, alíneas b e c, a Fundação José Francisco de Sousa, situada na Av. Padre Lourenço-392, Itaporanga, Paraíba, institui concurso de poesia denominado 6º Concurso de Poesia da Fundação José Francisco de Sousa, objetivando o estímulo à produção literária regional e a revelação de valores no campo da poesia clássica e popular, além de celebrar o 20 de outubro, Dia do Poeta, conforme o seguinte:

1 - Das categorias poéticas e gratuidade:
O concurso vai premiar duas categorias: a poesia erudita e a popular ou cordel, como também é conhecida, podendo qualquer pessoa, independentemente de idade e grau de instrução, inscrever, gratuitamente, sua obra em um dos dois gêneros poéticos.

2 – Das inscrições:
O período de inscrição de obras no concurso será de 20 de outubro a 31 de dezembro de 2016. O envio das poesias pode ser feito pelos Correios ou diretamente na sede da fundação, localizada na Avenida Padre Lourenço – 392, Itaporanga, Paraíba. Cep 58.780-000. Ou ainda pelo e-mail folhadovali@yahoo.com.br
  3 – Do encaminhamento das obras:
O encaminhamento das obras pelos Correios, diretamente na sede da entidade ou por e-mail garantirá a inscrição do candidato (a), desde que dentro do prazo que trata o item anterior. A poesia poderá ser digitada ou manuscrita, mas não poderá trazer o nome nem qualquer sinal indicativo do autor, que deverá se identificar em uma folha à parte, constando nome completo, endereço, telefone e alguma informação sobre sua vida e obra. Um mesmo candidato poderá inscrever trabalho poético nas duas categorias, concorrendo em cada uma das duas modalidades poéticas com apenas um trabalho.

4 – Da análise da obras e divulgação do resultado:
Caberá ao corpo editorial do jornal Folha do Vale e especialistas convidados analisar as obras, avaliando critérios como riqueza, técnica e beleza literárias, para definir os vencedores do certame, cujo resultado será divulgado em solenidade realizada às 20h do último sábado de janeiro de 2017, na sede da fundação, localizada na Av. Padre Lourenço, 392, Itaporanga, PB.

5 – Da premiação:
Do primeiro ao décimo lugar nas duas categorias, os candidatos (as) receberão medalhas. A premiação dos ganhadores ocorrerá imediatamente após a divulgação do resultado durante a solenidade, conforme data e horário que trata o item anterior. Todos os candidatos serão convidados a participar do evento, sendo opcional a presença na solenidade.

6 – Do direito autoral e a eliminação do candidato (a):
A obra enviada ao concurso terá que ser obrigatoriamente de autoria do candidato que a inscreveu, sendo que o plágio ou apropriação indevida de obra de outro autor resultará na eliminação imediata do candidato (a).

7 – Da publicação das obras participantes do concurso:
A Fundação José Francisco de Sousa poderá publicar em livro, revista ou jornal as obras participantes do certamente desde que não seja com fins lucrativos, e sendo seus autores avisados previamente da publicação, tendo acesso a exemplares dos impressos onde seus escritos foram publicados.

Itaporanga, 20 de outubro de 2016.
José Francisco de Sousa Neto
Diretor-Presidente
(83) 9994-2794

E-mail: folhadovali@yahoo.com.br